sexta-feira, 6 de março de 2009

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assi
abminal,bstial,colssal,dmável,acbou.

terça-feira, 3 de março de 2009

O Pugilista Soviético,


nenhum mito é para sempre, para o mito machão temos a femme fatale, por entre suas pernas o mito se desfaz.

seguindo essa linha pseudo-judaica-cracoviana, se asseguraram no mesmo momento, não é questão de amor. mas de teias complexas, emaranhados de neuroses que aos poucos, (a velhice prematura) faz-se conforto.

é verdadeiro, só se sabe que é verdadeiro quando aquelas personagens que todos pseudos alguma coisa ( excluindo automaticamente pseudo-judeus-cracovianos) adornam indumentárias exóticas na pseudo-sexo-liberal augusta ou em qualquer "babilônia" até a abertura do metrô. a verdade dos filmes que eles assistem explodem o meu peito e me faz rasgar meus sentimentos como um boa prostituta.

não é sempre que se têm amigos por perto, não é sempre que temos os melhores lugares a ir, não é sempre que somos os melhores, insetos não comem bananas.

ontem olhei para a lua e imaginei como seria olhar a terra da posição da lua, o maior medo se prendia em um espaço em que dizia "realmente sou feliz com você", quanto maior a dimensão dada ao homem maiores serão suas mágoas.

aproximadamente 25 bilhões de galáxias e você aqui, mata-leão e bloqueio.

sua vida só será especial quando se deparar com algum personagem melancólico-depressivo na fila de um banco e perceber que sua vida inteira cheira como um tomo de 120 páginas de 1930...

domingo, 1 de março de 2009

gordon matta-clark

de pouco importa como se escreve e o que se escreve. como diz a letra de uma musica que o Chico fez, que por sinal é genial, não pela sua qualidade e sim pela sua sinceridade: talvez foi um pouco mais que saudade.

a qualidade da banda era irrelutavelmente duvidosa, mas a sinceridade que cantávamos estava a quem de tudo e isso é realmente o que importa, é isso que torna as lembranças alvas e cristalinas. A liberdade de cantar a verdade, a liberdade de rir do que é engraçado, a liberdade de fazer o que se quer, a liberdade. A liberdade nos deixa.Deixa. de tudo pouco importa, o futuro é um mundo onde tudo existe. Se eu pudesse encontrar uma pessoa seria Jorge Luís Borges, andar pelas ruas de Buenos Aires o vento seco certamente seria tema de alguma conversa da influência do relevo sulista e dos tempos em que Buenos Aires junto com seus bonde carregavam esperanças, olharia para frente já com passo debilitado o brilho do sol poente faria do rosto dele, um rosto estranho hora assustador hora afável, mas sempre pacífico e candido, certo,concentrado. Todas as palavras desde o rumo dos ventos sulistas até sua cegeira seriam ( e são ) verdadeiras, mas não são verdadeiras para o espectador, no casos eu, são verdadeira para ele e pouco importa evolucionismo ou criacionismo, " o mundo é tão complexo que qualquer explicação é válida." Ventaria muito e o parque onde certamente teríamos marcado o nosso encontro com seus bancos de três lugares típicos de parques seriam uma boa opção, sentaríamos, e poucas palavras seriam trocadas e assim seria melhor, eu apenas gostaria de ouvi-lo, ouvir, o silêncio seria completamente confortavél. Não estaria tocando, mas poderíamos ouvir com perfeição o afar sobre nossos cabelos cinco ou seis violinos afinados e ensaiados, tocariam para nós, tocariam para o fim. Um fim, o fim. Ele levantaria após 20 minutos de conversa, se despediria com um aperto de mão tremulo e falaria de algum sonho, algum sonho como " ontem sonhei que um homem de terno me olhava fixamente, achei engraçado aquela figura a me fitar, ela tinha uma estatura mediana e levava uma das mãos ao bolso esquerdo terno, ao me aproximar percebi que ele tinha uma mão de pássaro. Ele sempre teve mão de pássaro, engraçado que eu sempre soube disso e mesmo assim me assustei. Bom, preciso ir." Viraria e sumiria por entre a alameda, o terno de tweed, a bengala e a calça marrom. Certamente choraria. Certamente mudaria. "Talvez seja um pouco mais que saudade." Não sei como pensa a minha geração, não sei se o excesso de informação ou a falta dela nos faz perdidos em entre um mundo turbulento e completamente mutável, mas o romântismo que nos cincunda é algo incompleto. Completamente vicioso, poucos que conheço sentem saudade o tempo todo e todos eles são especiais pois suas saudades não sabem de onde vêm.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

a aclamação do público perante a um bom livro depende completamente do seu final. O mais interessante é que todos os finais têm que ser finais.Fim da vida, encontro, reencontro, morte, redenção e mais uma penca de coisa. A nossa vida é cheia de finais, falta a sensibilidade para perceber o momento do fim, o sol brilha de forma diferente, o vento tem um cheiro específico, as cores nos parecem novas, as promessas, as vidas e o cheiro de algo novo.
Eu tive um final, e não contente consigo perceber um novo final se aproximando, só me falta o brilho diferente do sol, ou o cheiro da madrugada para celar e pontuar o novo fim. O fim só é aceitavel porque junto dele existe um começo.
Uma vida cheia de começos e fins é um vida rica, é o "viver", acredito que não exista um número de fins exato para se viver, acredito na intensidade do fim.

Hemingway é o homem dos finais, acredito que junto com Bukowski, os dois sabem realmente perceber o final de cada um, o fim imediato e o nascimento exato. Tá ai o segredo, é saber que a vida a todo momento tem seu finais e seu nascimento, ou seja, conhecer o fim é crucial para um bom nascimento. A paixão é o fim, a paixão é o começo.
Adeus às armas
.
Se todos fossem sensíveis ao seu fim, não cairíamos nos padrões tão rapidamente.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

"muitas paginas foram escritas para apenas algumas linhas serem salvas"
parafraseando J.L. Borges,

"as vezes é preciso escrever,e que tenha um começo, e que soe bem, algo que seja novo. Atraente. Algo que seja plástico, algo que seja concreto. Mas que se escreva,se escreva, e escreva. Algo sincero, algo vulnerável, algo triste, mas que seja verdadeiro. E que se comece, comece sem fim e que se comece, mas escreva. Exprema e imprima. Que se ajoelhe, que leia e que faça repetição todo erro.
Escreveremos à todo erro.
Escreveremos à sorte, de mais um erro."




Que seja escrito a sua história, seja ela com os ês ou com os agás, para uma história ser escrita não necessáriamente deve ser vivida, basta se dar a liberdade de estar onde sempre esteve ou onde quis sempre ir. Que seja real e que seja chamado pelo verdadeiro nome.




Mais, um dia. E você é o de sempre, você é continua sendo. Não conheço os atalhos da vida e de como chegar, como conversar ou como aturar tudo essa estrutura falsa. Todos esses modos de vidos externos e sem gosto, vida de aparências, de verdades inóquas. Verdades insustentáveis. Frágeis.
Sou a favor de toda e qualquer ameaça contra a humanidade para o seu próprio bem, se não temos a coragem de acabar com isso tudo de uma só vez, que seja por intervenção desconhecida. Assim como é a religião, assim como são as ceitas, ideiáis e revoluções. Puro romântismo, a mais pura falta de coragem de acabar com o seu próximo e se dar bem no final.
Um movimento calmo e lento de angústias e egos maltratados pela vida real e pela impossibilidade de se assumir por inteiro, exteriorizações para um fim de uma culpa longe da sua e perto da rendenção.

à rendenção, à solução, à vida, ao cotidiano, ao contrário.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

"as vezes é preciso escrever,e que tenha um começo, e que soe bem, algo que seja novo. Atraente. Algo que seja plástico, algo que seja concreto. Mas que se escreva,se escreva, e escreva. Algo sincerto, algo vulnerável, algo triste, mas que seja verdadeiro. E que se comece, comece sem fim e finalize o que se comece, mas escreva. Exprema e imprima. Que se ajoelhe que leia e que faça vulneravel todo erro.



Escreveremos a todo erro.


Escreveremos a sorte, de mais um erro."








S.P