quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

a aclamação do público perante a um bom livro depende completamente do seu final. O mais interessante é que todos os finais têm que ser finais.Fim da vida, encontro, reencontro, morte, redenção e mais uma penca de coisa. A nossa vida é cheia de finais, falta a sensibilidade para perceber o momento do fim, o sol brilha de forma diferente, o vento tem um cheiro específico, as cores nos parecem novas, as promessas, as vidas e o cheiro de algo novo.
Eu tive um final, e não contente consigo perceber um novo final se aproximando, só me falta o brilho diferente do sol, ou o cheiro da madrugada para celar e pontuar o novo fim. O fim só é aceitavel porque junto dele existe um começo.
Uma vida cheia de começos e fins é um vida rica, é o "viver", acredito que não exista um número de fins exato para se viver, acredito na intensidade do fim.

Hemingway é o homem dos finais, acredito que junto com Bukowski, os dois sabem realmente perceber o final de cada um, o fim imediato e o nascimento exato. Tá ai o segredo, é saber que a vida a todo momento tem seu finais e seu nascimento, ou seja, conhecer o fim é crucial para um bom nascimento. A paixão é o fim, a paixão é o começo.
Adeus às armas
.
Se todos fossem sensíveis ao seu fim, não cairíamos nos padrões tão rapidamente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário